Caro companheiro, mais um ano passou desde o nosso último encontro, e já está aí a chegar a data para comemorarmos o 37º Aniversário do nosso regresso de Angola, após o cumprimento do Serviço Militar.
Como tem acontecido nos últimos anos, vamos ter a presença de um grande número de companheiros e espero encontrar aqueles que ainda não tiveram oportunidade de estarem presentes nos anteriores encontros.
C.C.S. / 1ª Companhia / 2ª Companhia / 3ª Companhia
O nosso encontro e convivio de confraternização será no dia 28 de Abril, Sábado, em Viseu, com o programa abaixo indicado;
10H00 - Ponto de encontro - Estátua Viriato, Viseu
Largo da Feira de São Mateus - Viseu

12H00 - Missa em memória dos Militares já falecidos, na Igreja Nª Senhora da Conceição, Viseu
Largo Nª Senhora da Conceição, Viseu
13H00 - Almoço na Quinta dos Compadres
Av. Alto de Abraveses, Viseu
Espero poder contar com a presença de todos para mais um grande convivio, pois é sempre agradável poder recordar os tempos passados durante a nossa comissão como militares do Batalhão de Caçadores 4617. Conto com a vossa participação.
Espero a rápida confirmação da vossa presença e dos familiares que vos acompanham. Para os companheiros que não possam estar presentes, seja qual for o motivo, é importante que respondam, não sendo preciso justificar o motivo da não comparência mas, para quem organiza, é gratificante receber uma resposta e saber que a carta chegou ao seu destinatário, que os mesmos estão bem de saúde e querem continuar a ser contactados.
Preço por Pessoa - 30,00 € Crianças dos 4 aos 12 anos - 13,50 €
Formas de Pagamento: Transferência NIB 0035.0446.00003650500.26
Depósito CGD 0446 003650 500
Em caso de dúvida, contactar: Joaquim Gil - 914380126
FEITA POR OCASIÃO DO 10º ENCONTRO DP BATALHÃO
Nesta data de mais uma confraternização do Batalhão de Caçadores 4617/73, temos perante todos nós um livro da autoria do Senhor Coronel Luís Albino Castel-Branco Alves da Silva, que foi, como Major, o 2º Comandante do nosso Batalhão, com o sugestivo título "MEMÓRIAS DA DESCOLONIZAÇÃO EM ANGOLA", "MOMENTOS DE CONVERGÊNCIA". Foi com muito gosto que aceitei a incumbência de, neste nosso convívio de 2011, fazer a apresentação do livro em causa.

Começo por fazer uma breve resenha sobre a biografia do autor do livro.
Nasceu em Lisboa no dia 16 de Julho de 1938. Tendo enveredado pela carreira militar, licenciou-se em Ciências Militares (Arma de Artilharia) na Academia Militar (1957/1960).
No período compreendido entre 1961 e 1975, com os Postos de Alferes, Capitão e Major, realizou 4 Comissões de Serviço em África: 2 na Guiné, de 1961 a 1963 e de 1968 a 1970, e 2 em Angola, de 1965 a 1967 e de 1974 a 1975.
Foi Comandante da 3ª Companhia do Corpo de Alunos da Academia Militar e Instrutor de Táctica de Artilharia (1970/1971).
No Instituto de Altos Estudos Militares, tirou os Cursos Geral e Complementar de Estado-Maior (1971/1974). Tirou vários Cursos dos âmbitos de Organização, de Sistemas de Informação e da área Informática.
Esteve colocado no Comando-Geral da Guarda-fiscal de 1976 a 1982, onde desempenhou funções de Chefe de Repartição de Operações e de Chefe da Informática. Implementou no Aeroporto de Lisboa um Sistema Informático para o Controlo de Passageiros.
Foi Comandante do Grupo de Artilharia de Guarnição dos Açores (1984/1985). Foi promovido a Coronel em 1987. Nomeado para a frequência do Curso Superior de Comando e Direcção, mais conhecido, na altura, como o Curso de Promoção a Oficial General no Instituto de Altos Estudos Militares, no ano lectivo de 1990-1991, frequentou o curso apenas até Janeiro de 1991, por ter pedido a passagem à situação de Reforma Extraordinária Voluntária Antecipada, por razões de natureza familiar.
Durante a sua carreira militar, foram-lhe atribuídos 18 Louvores e 11 Medalhas.
Perante este tão brilhante currículo militar, temos de reconhecer que estamos na presença de um homem que, com total abnegação e espírito de sacrifício, dedicou grande parte da sua vida à causa que decidiu abraçar: a carreira militar.
O Senhor Coronel Alves da Silva, então Major Alves da Silva, tendo chegado a Luanda no dia 28 de Dezembro de 1974, chegou a Henrique Carvalho (Saurimo), cidade denominada de capital da Lunda, a 13 de Janeiro de 1975.
Como é sabido, foi substituir o nosso anterior 2º Comandante Major Maia Rebolho, o qual, por razões que para aqui não relevam, teve de regressar a Portugal.
Nessa altura, e na sequência da rotação que o Batalhão tivera (inicialmente teve a sua sede em Dala, onde se encontravam o Comando e a CCS, estando as três Companhias Operacionais em Cazage – a 1ª –, em Alto Chicapa – a 2ª – e em Chimbila – a 3ª), estavam o Comando, a CCS e a 3ª Companhia em Henrique Carvalho (Saurimo), a 1ª Companhia em Camaquenzo e a 2ª Companhia dividida por Lucapa e Cacolo.
Sabendo nós – os que estávamos em Henrique Carvalho (Saurimo) (eu, como Comandante da 3ª Companhia, encontrava-me lá) – que íamos ter um novo 2º Comandante, fomos procurando saber que tipo de pessoa seria.
Fomos, então, confrontados com a informação de que se tratava de um Major de Artilharia (facto que nos surpreendeu, pois que o nosso Batalhão era de Infantaria) que fazia parte do COPCON (Comando Operacional do Continente), Comando que, pelo que se ouvia dizer em Angola, tinha, por vezes, comportamentos pouco abonatórios no período revolucionário que se vivia em Portugal.
Só que as coisas, felizmente, nem sempre são aquilo que parecem.
Logo nos primeiros contactos que tive com o Senhor Major Alves da Silva verifiquei que estávamos perante um Oficial competentíssimo, muito bem preparado para a missão que ia desempenhar, tendo em conta o facto de, devido ao 25 de Abril de 1974, se ter encetado o período de descolonização, e com sentido de humanidade deslumbrante.
Vou aqui contar o seguinte episódio:

Na manhã do dia seguinte à sua chegada ao Batalhão, o Senhor Major Alves da Silva pediu-me para o acompanhar numa visita ao Quartel (a todas as suas instalações).
Em todos os locais por onde passava, fazia questão de conversar com os seus militares, cumprimentando-os com a mão, mostrando ser um homem de uma grande simplicidade e de uma grande amizade por todos aqueles com quem passaria a privar, chegando mesmo ao ponto de, na cozinha, perante praças que, tendo as mãos sujas devido ao trabalho de confecção da comida, procuravam esquivar-se a estender a mão para o cumprimentar, dizer-lhes que não se preocupassem, pois que, depois, lavaria a mão, cumprimentando-os, portanto.
Bastaram, assim, poucas horas para todos nós concluirmos que estávamos perante um grande Oficial do Exército, um excelente 2º Comandante e, acima de tudo, perante um grande Amigo dos seus subordinados, fossem eles Oficiais, Sargentos ou Praças.
Exemplo flagrante e sugestivo da sua grande amizade para com os soldados está no facto de, pouco tempo depois de ter chegado ao Batalhão, e perante a ausência de uma sala de convívio dos soldados, ter implementado a criação da sala que foi designada por "Sala do Soldado".
O livro que temos perante nós retrata precisamente o que foram, na zona onde estivemos, as tarefas de descolonização.
Foi um trabalho árduo, com muitos avanços e recuos, perante movimentos de libertação que nem sempre (direi melhor: raramente) se entendiam.
Quantas vezes, eu, que já tinha estado no Norte de Angola (Songo e Carmona, agora Uíge), como Alferes Miliciano, a fazer o estágio do Curso de Comandantes de Companhia, a que fui obrigado no cumprimento do serviço militar obrigatório, que tinha andado, em operações militares, pelas serras da Mucaba e do Uíge, cheguei a admitir que a fase da descolonização era bem mais difícil, designadamente no aspecto psicológico, do que o período vivido anteriormente em zonas perigosas da guerra colonial.
A verdade é que a actuação do nosso Batalhão foi coroada de êxito, como bem o demonstra o livro escrito pelo Senhor Coronel Alves da Silva.
A guerra entre os movimentos de libertação, que foi grassando pelas diversas cidades de Angola, só chegou a Henrique Carvalho (Saurimo) e a outros locais controlados pelo nosso Batalhão algum tempo após a nossa saída para Luanda, numa altura em que estava lá um Batalhão de Cavalaria que nos foi substituir, o qual foi formado em Portugal já no período post-25 de Abril 1974.
Para o assinalado êxito do nosso Batalhão foi preponderante a actuação firme, determinada e responsável do Senhor Coronel Alves da Silva, o qual, perante tantos conflitos entre elementos de diferentes movimentos de libertação, sempre os soube dirimir, procurando evitar um banho de sangue, com as consequências altamente nefastas, não só para o processo de descolonização em curso, mas essencialmente para a vida e o bem-estar das populações.
O livro retrata a actuação conjunta do Batalhão com os movimentos de libertação, quer através de um Estado-Maior Unificado do Distrito da Lunda, quer através de Patrulhas Militares Mistas e Rondas Urbanas, Militares e Policiais Mistas.
Acho que não devo falar mais sobre o conteúdo do livro.
Senhor Coronel Alves da Silva:
Apresento-lhe os meus Parabéns e os meus Agradecimentos pelo livro que em boa hora decidiu colocar no prelo, desejando ao meu Coronel, a sua Excelentíssima Mulher, Drª Maria Helena, aos vossos Filhos, Netos e Netas e a toda a restante Família muita Saúde e as maiores Felicidades, pois bem merecem.
Direi ainda – e para terminar – que o livro, além de constituir uma homenagem ao Batalhão de Caçadores 4617/73, pelo papel que, confrontado, em terras de Angola, com a ocorrência da denominada Revolução dos Cravos, desempenhou na fase da descolonização, constitui acima de tudo um contributo precioso para a História da Descolonização de Angola, certos que todos estamos de que a descolonização das então chamadas "Províncias Ultramarinas Portuguesas" nem sempre se pautou pela salvaguarda dos interesses das respectivas populações, independentemente da sua raça, pois, como bem dizia o Senhor Coronel Manuel Teodoro Ramos, Governador do Distrito da Lunda, em cartazes afixados por toda a cidade de Henrique de Carvalho (Saurimo), "SÓ HÁ DUAS RAÇAS: HOMENS E MULHERES".
ALMADA, 30 de Abril de 2011
Camilo Moreira Camilo

Claro que fiquei curioso e, depois de saber que não havia sido deixado nenhum dado para posterior contacto, disse à pessoa que me transmitira o recado que, caso o mesmo individuo me voltasse a procurar, lhe fornecesse o meu número de "telélé".

Encontramo-nos, efectivamente, num bonito local, sobranceiro ao Rio Sado e com boa visibilidade sobre a península de Troia, recordando alguns momentos quer da adolescência (fomos da mesma turma nos dois anos do Ciclo Preparatório) quer da comissão em Angola.
Até à próxima, companheiro Fresco. Sê tão feliz como eu desejo ser!
No passado dia 30 de Abril de 2011 concentraram-se, na bonita cidade de Almada, os elementos que integraram o Batalhão de Caçadores 4617/73, acompanhados de suas esposas, filhos e netos, para comemorar mais um Aniversário do regresso de Angola, após o cumprimento do serviço Militar.

Junto ao monumento ao Cristo Rei, ex-libris daquela cidade, teve início o encontro dos ex-companheiros de armas que, não fossem as condições climatéricas adversas, teriam uma impressionante vista sobre a capital, o rio Tejo e a zona norte do Distrito de Setúbal.
Com a chegada dos primeiros convivas, teve início a recordação de tempos idos, de aventuras e desventuras da juventude, que o passar do tempo não conseguiu desvanecer.
Após a concentração e a missa de sufrágio em memória dos companheiros já falecidos, que teve lugar na igreja do santuário, encaminharam-se todos aqueles que anuiram ao convite, para a Quinta da Estrelinha, em Monte Caparica, onde estava marcado o repasto.
Á chegada, como é hábito, houve que posar para as fotos do Batalhão e das respectivas companhias. Como se pode verificar, se a CCS e a 3ª Companhia se encontravam representadas por um apreciável número de elementos, quer a 2ª Companhia e sobretudo a 1ª Companhia mobilizaram um diminuto número de representantes, o que suscita a seguinte questão: - Mas onde anda o resto do pessoal?
Já à mesa, os presentes poderam apreciar a ementa do almoço constituida por:
Aperitivo - Rissóis de Marisco, Pastelinhos de Bacalhau, Chamuças Vegetarianas, Patés, Queijo Brie quente com Mel Pólen de Flores, Casca de Sapateira recheada com tostinhas.
Bebidas - Sumos diversos, Moscatel de Setúbal, Gin Gordons, Vinho Branco Seco, Sangria de Champanhe c/ Frutos Vermelhos, Caipirinha, Vodka, Whisky Novo, Coca-cola, Águas Minerais.
Iguarias Quentes - Sopa (Puré de Feijão c/ Nabiças) - Bacalhau à Posta c/ Broa Assada a murro, Grelos Salteados e Vinho Moscatel - Lombinhos de Porco c/ Migas de Espargos Verdes, Castanhas e Laranjas às rodelas - Pão Diverso.
Bebidas da refeição - Vinho Branco de Marca, Vinho Tinto de Marca, Cervejas, Sumos Laranja/Limão, Águas Minerais.
Sobremesa em Buffet - Pudim de Ovos, Leite-creme, Salada de Frutas, Bolo de Chocolate, Frutas Laminadas, Mousse de Manga, Castanhas de Ovos, Tartes, Profiteroles com Molho de Chocolate.
Café
Digestivos - Licores, Whisky Novo, Aguardentes Velhas.
Bolo - Festivo - Aniversário - Champanhe.
Durante o repasto, o sempre "nosso Major" Alves da Silva, com a ajuda do também sempre "nosso Capitão" Camilo, fizeram a apresentação da obra literária recentemente publicada, da autoria do primeiro, intitulada "Momentos de Convergência", que deixou nos presentes e seus familiares, a vontade de procederem brevemente à sua leitura.
De tal forma, que foram muitos os que o adquiriram de imediato. Aqui ilustramos a capa da referida obra, para mais fácil identificação. Logo que saibamos como pode ser adquirida em qualquer parte do país, daremos as necessárias informações
A obra tem como tema a última fase de actuação do nosso Batalhão e o seu papel na constituição das Forças Militares Mistas, que ao contrário de outras regiões, foi um objectivo atingido no distrito da Lunda Norte.
Como já é costume, a festa terminou com a degustação do bolo de aniversário, regressando os convivas aos seus lares com a promessa de se voltarem a encontrar no próximo ano para mais um convívio, desta vez, provávelmente na bonita zona de Viseu.
Até lá, muita saúde e felicidades para todos e que sejamos mais a confraternizar.
Foram os companheiros, que integraram o dispositivo do Batalhão de Caçadores 4617/73 em Angola, convidados para as comemorações do 35.º Aniversário do nosso regresso do serviço militar, o qual representou o nosso 9.º Encontro, e decorreu no passado dia 17 de Abril de 2010, na Gafanha da Encarnação em Aveiro.
O dia nasceu primaveril premiando todos aqueles que poderam dizer "sim" ao apelo e sairam de suas casas em direcção à bonita "Veneza portuguesa", onde ocorreu a concentração.
Entre muitos abraços daqueles que habitualmente se vão encontrando e daqueles que nunca tinham beneficiado da oportunidade de rever os antigos companheiros volvidos estes 35 anos, foram-se recordando passagens e acontecimentos que dominaram a nossa juventude e nos marcaram de qualquer forma para sempre.
Após a realização da missa à memória daqueles que, por já não se encontrarem entre nós, não têm o previlégio de poderem gozar estes momentos de saudável convívio, rumamos em direcção ao restaurante "A Estufa", onde se fizeram as poses para as fotos de conjunto das companhias e do batalhão, tendo no horizonte uma bonita vista sobre a "marina da bruxa".
Depois, fizeram-se horas de "dar trabalho ao dente", continuando as conversas a versar os acontecimentos de ontem e de hoje, porque após 35 anos de vida há muito para contar.
Após o corte do bolo de aniversário e porque, para alguns, havia um longo caminho a percorrer até casa, fizeram-se as despedidas e a esperança de um novo encontro para o próximo ano.
CAPITULO I - Mobilização, Composição, Deslocamento e I.A.O.
1 - MOBILIZAÇÃO
A mobilização do Batalhão de Caçadores nº 4617/73 foi determinada pelo EME / 1ª Repartição / Secção de Administração e Mobilização. Destinado à R.M.A. (Região Militar de Angola), teve como Unidade Mobilizadora o Regimento de Infantaria nº 16, aquartelado em Évora.
Foram nomeados para o Comando:
2 - COMPOSIÇÃO
No R.I. 16, Unidade Mobilizadora, constituí-se o Batalhão e aí foi ministrada E.P.G. e Instrução de Especialidades (At. Inf.). Após esta fase o Batalhão deslocou-se para o CIM (Santa Margarida) por falta de instalações suficientes no R.I. 16, onde se acabou de constituir e onde foi ministrada durante duas semanas a I.O., a qual não chegou a completar-se em virtude do Batalhão ter visto a ordem de embarque antecipada, após o "Golpe Militar das Caldas da Rainha" em 16MAR74.
Dos quadros do Batalhão, frequentaram Cursos e Estágios, ainda na Metrópole, os seguintes elementos:
O Batalhão tem nos seus efectivos, elementos provenientes de quase todas as Províncias da Metrópole, das Ilhas Adjacentes e da Província de Angola (1 grupo de mesclagem por Companhia).
O B.CAÇ. 4617 compõe-se de:
3 - DESLOCAMENTO
Em 02ABR74 o Batalhão fez a sua despedida perante as Autoridades Militares e Civis, na àrea do 3º R.I. (Santa Margarida), tendo-se nessa altura procedido à entrega do Guião e Flâmulas.
Proferiu alocuções, o sr. Coronel Tirocinado do QG/3ª Divisão em representação de S. Exª. o General Comandante da R.M.Tomar.
Respondeu-lhe o Sr. Comandante do Batalhão, que agradeceu e disse da determinação de todos os elementos cumprirem a sua divisa:
"CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA"
Terminada a cerimónia, o Batalhão desfilou em continência às Autoridades Militares e Civis presentes, em tribuna montada no local da cerimónia.
Às 16 horas do mesmo dia a C.C.S. e Comando, embarcaram em autocarros civis, com destino ao Aeroporto da Portela em Lisboa, onde às 23 horas se iniciou o embarque com destino a Luanda.
O transporte de cada Companhia, foi respectivamente efectuado em avião "Boeing 707" dos TRANSPORTES AÉREOS MILITARES, tendo a C.C.S. chegado à Província às 8,30 horas do dia 03ABR74, a 1ª C.CAÇ. às 08,30 horas do dia 07ABR74, a 2ª C.CAÇ. às 08.30 horas do dia 10ABR74 e a 3ª C.CAÇ. às 08.30 horas do dia 14ABR74, instalando-se provisóriamente no Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda.
4 - I.A.O.
Tendo saído do CAMPO MILITAR DO GRAFANIL em 10ABR74, o Batalhão ocupou as instalações da FUNDA, localidade a cerca de 70 Kms a norte de Luanda, onde decorreu o I.A.O., durante o qual foi recebida a visita de S. Exª. o GENERAL ALBERTY CORREIA, 2º Comandante da RMA.
As condições de instalação eram más, o clima era bastante insalubre tendo até aparecido alguns casos de paludismo.
Para efeitos de I.A.O. esteve adida a este B.CAÇ. a C.CAÇ 4947.
Acabada a I.A.O. em 06MAI74, deslocou-se de novo o B.CAÇ 4617 para o CAMPO MILITAR DO GRAFANIL, aguardando transporte para a zona atribuída, onde se operou a rendição em 20MAI74, depois de mais de 1.100 Kms de viagem e 8 dias de sobreposição.
CAPITULO II - Generalidades, Estudo de Situação, Resumo das Actividades
A - GENERALIDADES
O Sub-Sector de DALA confiado à responsabilidade do BCAÇ. 4617 a partir de 20MAI74, encontra-se na faixa Sul da área a cargo do Sector da LUNDA e Distrito da LUNDA, tendo como limites a ocidente o Rio CUANGO, a sul e leste o Rio CASSAI e a Norte, embora sem um acidente do terreno que o defina, é na metade leste o paralelo 10º 12' e na metade oeste, sensívelmente o paralelo 10º 31'.
Tem uma área aproximada de 35.000 Km2, equivalente à área da Provincia Ultramarina da Guiné. A sua maior extenção, no sentido OESTE-LESTE, são 430 Km e no sentido NORTE-SUL, de 160 Km.
Pela directiva n.º 10/73 de 27SET73 da ZML/3.ª Sec. foi atribuida ao CMD SEC LUN a responsabilidade pela conduta das operações de contra-infiltração na faixa fronteiriça correspondente à infiltrante geral SACAMBUNGE - MARCO 25, que delegou no BCAÇ 4617 a responsabilidade do cumprimento da missão, pelo que ficou sob controle operacional desta Unidade a região definida a NORTE e OESTE pelo Rio CASSAI, a LESTE pelo Rio LUAU e a sul pelo Rio LUTEMBO.
Conforme o Plano de Rendição, o BCAÇ 4617 substituiu o BCAÇ 4911 neste Sub-Sector de DALA, com a seguinte distribuição:
| COMANDO E C.C.S. | DALA |
| 1.ª CCAÇ. | CAZAGE |
| 2.ª CCAÇ. | ALTO CHICAPA |
| 3.ª CCAÇ. | CHIMBILA |
Reforçam este BCAÇ. na sua missão, as seguintes Sub-Unidades:
| CCAÇ. 205 | LUMA CASSAI |
| CCAÇ. 206 | NOVA CHAVES (Muconda) |
| 2.ª CCAÇ (BCAÇ. 4210) | TEIXEIRA DE SOUSA (Luau) |
| 3.ª CCAÇ (BCAÇ. 4210) | LUACANO |
| GRUPOS ESPECIAIS (GE's) - FIÉIS - FLECHAS | ............. |
B - ESTUDO DE SITUAÇÃO
Condições Meteorológicas
O clima, de fraca amplitude térmica, de tipo sudanês tropical húmido é agradável durante todo o ano à excepção do mês de Setembro em que a temperatura do meio âmbiente é elevada e no mês de Junho, contrariamente, em que o clima é bastante frio.
Estação seca do "cacimbo"
Prolonga-se desde meados de Maio a meados de Setembro, havendo a anotar as seguintes características:
- Dias claros, de intensos nevoeiros matinais, designdamente nas zonas abrangidas pelas chanas e vales, brumas intensas ao declinaar da tarde, o que limita o horizonte;
- Noites claras de luar, nas adequadas fases da lua, toldadas pela bruma que na região não chegaa originar cacimbos fortes;
- Durante o dia, temperatura com baixas oscilações e acentuado arrefecimento nocturno;
- Ausência total de chuva e, consequentemente, fraco nível no caudal dos rios;
- Vento moderado, normalmente de SSE, que por vezes sopra forte, especialmente na época de transição para a estação das chuvas, levantando grandes nuvens de poeira.
Estação das chuvas
- Decorre de meados de Setembro a meados de Maio, apresentando as seguintes características:
- Grande pluviosidade diária, em períodos de 2 a 3 horas, precedidas por rajadas de vento e acompanhadas de trovoadas intensas, cujas faíscas, ceifam por vezes algumas vidas;
- Brisas e ventos moderados de NE, rodando, porém, por vezes para Este;
- Periodos de sol quente e chuva intensa sucedem-se repetidamente;
- A pluviosidade atinge os valores mais elevados nos meses de FEVEREIRO, MARÇO e ABRIL, provocando, como é natural, o aumento de caudal dos rios que inundam as chanas que normalmente se situam nas margens daqueles.
C - RESUMO DAS ACTIVIDADES
A actividade operacional das NT durante o período de rendição das Sub-Unidades, resumiu-se fundamentalmente ao seguinte:
- Patrulhamentos ofensivos;
- Contactos populacionais (acção-psico);
- Controlo e segurança de itinerários;
- Detecção e destruição de depósitos de material deixado pelo IN;
- Movimentos administrativos e logísticos;
- Protecção aos Trabalhos da JAEA.
CAPITULO III - Generalidades, Resumo das actividades das NT, Comemorações do 1.º aniversário
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COMANDO e CCS
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HENRIQUE DE CARVALHO
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1ª CCAÇ
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CAMAQUENZO
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2ª CCAÇ
- 2 GR. COMB.
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LUCAPA
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|
2ª CCAÇ
- 2 GR. COMB.
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CACOLO
|
|
3ª CCAÇ
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HENRIQUE DE CARVALHO
|
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CCAÇ. 5044
- 2 GR. COMB.
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DALA
|
|
CCAÇ. 5044
- 2 GR. COMB.
|
CHIMBILA
|
|
CART. 6554
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MUSSUCO
|
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CART. 6555
|
CAMAXILO
|
|
CART. 6555
- 1 GR. COMB.
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CAUNGULA
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C.C.S.
1ª CCAÇ.
3ª CCAÇ.
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C.M.GRAFANIL
|
|
2ª CCAÇ.
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PRISÕES DA EX-GEI
S.PAULO/LUANDA
|
A cidade de Évora recebeu, no último sábado, um dilatado grupo de elementos (cerca de 64) que fizeram parte das 4 companhias do Batalhão de Caçadores n.º 4617/73 e respectivos familiares, que aproveitaram o momento para confraternizar e recordar acontecimentos que estiveram na base da convergência das suas vidas nos principios da década de 70 do século passado.
Num evento deste tipo, é sempre de realçar o trabalho por parte da organização, pois não é tarefa fácil reunir elementos que vivem de norte a sul do território nacional, muito embora o bom ambiente existente e as amizades, que ainda perduram, sejam razão mais que suficiente para encurtar as distâncias que nos separam.
Na foto abaixo, figuram os ex-oficiais, sargentos e praças da C.C.S. do Batalhão, vendo-se no lado direito da mesma o nosso Comandante de Batalhão (Ten-coronel Guapo) e o 2º Comandante do Batalhão (Major Alves da Silva). No lado esquerdo, fardado a rigor, o Oficial Superior de Permanência do Quartel dos Castelos (ex-R.I.16), que nos acompanhou na visita àquela Unidade do Exército, onde agora figura placa comemorativa do Batalhão.
Abaixo, posaram para a foto, os companheiros da 1ª Companhia
.
E mais os da 2ª Companhia
E por fim os da 3ª Companhia
No quartel dos Castelos (ex-R.I. 16), o companheiro a quem devemos a organização deste evento, descerra a lápide comemorativa dos 35 anos do B.Caç. 4617, em conjunto com o Ten. Coronel Guapo e Major Alves da Silva.
Seguidamente, foi facultada aos ex-militares e familiares uma visita guiada às instalações do aquartelamento, construido no séc XVIII.
Para alguns, como eu, as recordações não eram muitas pois só permaneci naquela unidade militar cerca de 30 horas.
o
Seguidamente, teve lugar a deposição de coroa de flores, pelos 1.º e 2.º comandantes do Batalhão, no monumento "aos que lutaram e morreram por Portugal no ultramar".
Seguiu-se um lauto almoço em local bastante aprazivel, onde não faltou o simbólico bolo de aniversário artisticamente decorado com o escudo do Batalhão.
Para o ano, possivelmente, haverá mais. Companheiro, se não foi possível estares este ano, mantém-te atento, em breve esperamos por ti!
Desta vez, os organizadores dos nossos encontros optaram pela realização de mais um evento, na região centro do país onde têm o seu domicílio muitos dos nossos antigos companheiros. Agendado para o dia 19/04/2008, em Redinha - Pombal.
Foi o nosso 7º encontro a nível do Batalhão, com a presença de elementos que integraram as 4 companhias, de realçar a C.C.S. e a 3ª Companhia, sempre em grande número como se pode verificar nas fotos que seguem.
Após o reconhecimento (nem sempre fácil), de alguns companheiros que não se viam desde 1975, os abraços, as perguntas e a troca de memórias sobre factos vividos por quem compartilhou o mesmo destino e o mesmo espaço físico e temporal, não se fizeram esperar.
Mais tarde, já no local do "repasto", continuaram a colocar-se "as escritas" em dia, como acontece na mesa do cap. Camilo, que tão bem comandou a 3ª companhia do Batalhão, cujo discurso mantém em suspenso o 1º cabo Gil, o alferes Lucas e outro amigo que não consigo identificar.
No outro extremo da mesa, o furriel Duarte Silva da 2ª companhia cativa, por sua vez, para além da sua esposa, a atenção do major Alves da Silva e do cap. Camilo.
A tarde ia avançando e, enquanto se esperava que o restante da ementa fosse servida, fazia-se pose para a fotografia.
Como em todos os eventos o bolo comemorativo constituiu não só um momento alto como o aproximar do fim do mesmo e o regresso dos convivas às suas casas.
Para o ano haverá mais!
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